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Eva Luna, Isabel Allende

Segunda-feira, 13.07.09

"Chamo-me Eva luna, que quer dizer vida (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória."

in, Eva Luna, pp. 9; 22.ª edição DIFEL

 

Desde que li a obra Paula, de Isabel Allende, que a escritora chilena se tornou uma das minhas escritoras preferidas.

O meu maior orgulho é ter praticamente todas as suas obras, aguardando, com ansiedade, o lançamento de mais uma nova obra.

A literatura de Isabel Allende tem algo de fantástico que nos faz sonhar e caminhar lado-a-lado com as suas personagens. O seu poder de descrição é maravilhoso.

Isabel Allende dispensa apresentações. Tem o seu nome em muitas bibliotecas pessoais e é querida por muitos leitores em todo o mundo.

 

Deixo apenas uma pequena citação que mostra como é bom escrever e como as palavras aparecem numa folha branca (no nosso tempo, no ecrã de um computador) com tanta facilidade, sem pensar, apenas escrever.

 

"Acordei de madrugada. Era uma quarta-feirta suave e um pouco chuvosa, em nada diferente de outras na minha vida, mas esta guardo como dia úncio, reservado só para mim. (...) Preparei um café forte, sentei-me em frente da máquina, peguei numa folha de papel limpa e branca, como um lençol recém-engomado para fazer amor e introduzi-a no carreto. Senti qualquer coisa de estranho, como um arrepio agradável pelos ossos, pelo caminho das veias sob a pele. Suspeitei que aquela página estava à minha espera desde há anos, que eu tinha vivido para aquele instante e desejei que a partir daquele momento o meu úncio mester fosse agarrar as histórias suspensas no mais ténue ar, para as fazer minhas. Escrevi o meu nome e me seguida as palavras surgiram sem esforço, uma coisa entrelaçada noutra e em mais outra. As personagens desprenderam-se das sombras onde tinham permanecido ocultas durabte anos e apareceram à luz dessa quarta-feira, cada uma com o seu rosto próprio, voz, paixões e obsessões.

(...)
Ninguém me interrompeu e passei quase todo o dia a escrever, tão absorta que até me esqueci de comer. Às quatro horas da tarde vi surgir em frente dos meu olhos uma chávena de chocolate-- Toma, trago-te uma coisa quente..."

in, Eva Luna, pp. 262-263; 22.ª edição DIFEL

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